Psicologia das Cores na Arquitetura

Sala de Estar com Cores Contrastantes. Projeto Ghislaine Viñas

Aplicando a psicologia das cores na arquitetura

A psicologia das cores, nada mais é do que a influência que cada cor exerce sobre nós. Quando observamos cada cor, nosso cérebro identifica e transforma essas cores em sensações e sentimentos.

Já a função das cores na arquitetura não poderia ser diferente, né? Precisamos pensar apenas no sentimento que cada cor desencadeia no nosso cérebro e isso faz com que tudo fique mais fácil e racional.

Se juntarmos um projeto de arquitetura de interiores bem elaborado, uma boa execução do projeto e o uso adequado da psicologia das cores, não tem como errar!

Muitos tem dificuldades de sair do básico e apostar em espaços coloridos e ambientes cheios de emoção, porém as cores são uma aventura irresistível, afinal temos um mundo de possibilidades.
A cor pode vir de um móvel,  uma obra de arte ou das paredes, mas independente de onde a cor esteja aplicada, o que precisamos deixar de lado é o medo de experimentar.

Não podemos esquecer que a harmonia entre elas é fundamental, pois com as cores adequadas podemos contrastar, harmonizar, iluminar, entre outras diversas funções.

Círculo Cromático

O círculo cromático é uma representação das cores percebidas pelo olho humano.
Para entendermos como funciona e como aplicar a psicologia das cores na arquitetura, precisamos ter como um grande aliado, o círculo cromático.

Com ele podemos para entender como transmitir determinadas emoções conforme precisamos em um projeto de arquitetura.

Círculo Cromático
Psicologia das Cores na Arquitetura – Círculo Cromático

Cores Primárias

Vermelho

Vermelho é o símbolo do amor, da emoção, do prazer, assim como do desafio, agressão e tensão.
Essa cor expressa urgência e alguns tons estimulam o apetite.

Amarelo

Amarelo incentiva a criação e a comunicação e também desperta sentimentos bons, como alegria, otimismo, simpatia, confiança e autoestima e alguns ruins, como irracionalidade, medo e fragilidade emocional.

Azul

Azul transmite a sensação de paz, harmonia e serenidade. Lembra limpeza, água, serenidade e produtividade.
Se usado em tons escuros transmite segurança, confiança e poder.

Cores Secundárias

Violeta

Violeta remete a sabedoria, mistério e espiritualidade, assim como acalma e transmite bem-estar.
Cria um ambiente luxuoso, atrai mais atenção e domina o ambiente.

Laranja

Laranja é uma cor estimulante e jovem, ou seja, incentiva a expansão, criatividade, entusiasmo e otimismo.
Promove mudança e dinamismo.

Verde

Verde é uma cor associada a saúde, natureza e vida.
É muito reconfortante para os olhos e lembra equilíbrio, frescor, harmonia e coisas saudáveis, porém também pode a desencadear sentimentos como tédio e estagnação.

O uso das cores na arquitetura precisa ser pensado desde a concepção do projeto, lá no começo de tudo.
Precisamos sempre nos preocupar em alinhar as cores com a arquitetura e com o design, para que o conjunto faça sentido.
As nuances precisam aparecer de forma estruturada e bem distribuída.

Cada cor traz uma energia diferente a um ambiente, por isso é essencial decidir qual o tipo de energia queremos levar àquele espaço. Então calcule a energia das cores e planeje o projeto de interiores com cuidado.

Tipos de Harmonização

As diferentes tonalidades afetam as pessoas de formas distintas e podem gerar calma, energia, criatividade, solidão, medo ou loucura.
As diferentes sensações que cada harmonização de cor causa é o que nos ajuda a cumprir as metas de um projeto de arquitetura de interiores ou de decoração.

Abaixo estão os três tipos mais comuns de harmonização de cores dentro do círculo cromático:

Monocromia

Círculo Cromático com Monocromia
Psicologia das Cores – Círculo Cromático com Monocromia

A monocromia é o esquema mais simples das cores, afinal ela utiliza somente uma cor e suas diferentes intensidades e tonalidades.

Esse tipo de harmonização, que também conhecida como “tom sobre tom”, é o mais fácil de ser usado e pode ser aplicado para criar a sensação de ambientes mais amplos.

Quarto Roxo. Reprodução Casa Vogue
Quarto Roxo. Reprodução Casa Vogue
Sala Amarela. Reprodução Casa Vogue
Sala Amarela. Reprodução Casa Vogue
Quarto Azul. Reprodução Casa Vogue
Quarto Azul. Reprodução Casa Vogue

Analogia

Círculo Cromático com Cores Análogas
Psicologia das Cores – Círculo Cromático com Cores Análogas

Podem ser usadas na arquitetura de interiores para criar a sensação de continuidade nos ambientes.

As cores análogas são as que aparecem em sequência no círculo cromático, ou seja compartilham uma mesma cor básica e por isso não existe contraste entre elas.

Sala Amarela e Laranja. Projeto Anthony Baratta
Sala Amarela e Laranja. Projeto Anthony Baratta
Psicologia das Cores na Arquitetura - Sala Vermelha e Roxa
Sala Vermelha e Roxa
Sala Azul e Roxa. Projeto Neza Cesar
Sala Azul e Roxa. Projeto Neza Cesar

Complementar

Psicologia das Cores - Círculo Cromático Cores Contrastantes
Psicologia das Cores – Círculo Cromático Cores Contrastantes

As cores complementares ficam opostas no círculo cromático e criam contraste mas se complementam.

Utilizando essa harmonização de cores na arquitetura, é possível criar movimento, harmonia e chamar atenção para algum ponto específico.

Sala de Jantar com Cores Contrastantes Laranja, Azul e Vermelho
Sala de Jantar com Cores Contrastantes Laranja, Azul e Vermelho
Psicologia das Cores na Arquitetura - Cozinha Amarela e Azul
Cozinha Amarela e Azul
Psicologia das Cores na Arquitetura - Escritório Amarelo e Rosa
Escritório Amarelo e Rosa

Propriedades da Cor

Matriz, saturação e valor de luminosidade das cores são fatores que fazem toda a diferença, não só nos projetos de arquitetura, mas em diversos outros setores, como moda, design, marketing.

Para criar uma paleta de cores equilibrada, mesmo usando mais de duas cores, precisamos entender essas três propriedades:

Psicologia das Cores - Valor da Cor ou Luminosidade
Psicologia das Cores – Valor da Cor ou Luminosidade

Matriz

É a cor pura, sólida, vibrante, o ponto de partida em um projeto.
A primeira coisa a se fazer é definir uma paleta de cores, depois fica muito mais fácil o desenvolvimento da decoração.

Saturação

Define o quão viva a cor é, ou seja se ela está mais perto do cinza, possui menos saturação, já se está mais próxima da matriz original, possui maior saturação.

É o segundo passo mais importante quando se fala de um projeto usando a psicologia das cores na arquitetura. Definir se o ambiente terá cores mais vivas ou mais pastéis já diz muito de como ficará o resultado final.

Valor ou Luminosidade

O valor da cor ou luminosidade é o grau de luz ou brilho, sendo assim, é determinado pela proximidade do preto ou do branco.

É considerada de valor alto quando é clara, ou seja, próxima ao branco e e de valor baixo quando escura, próxima ao preto.

Na arquitetura, usamos muito essa harmonização para criar o efeito de “luz e sombra”. Escolhemos o ponto que queremos dar destaque e o colocamos sob a luz e o ponto que queremos menos destaque ou que precisa ficar “camuflado”, e o colocamos na sombra.

O que é preciso levar em consideração?

Na psicologia das cores na arquitetura é tudo muito lógico e racional, então vamos lá …

Caso você prefira ambientes mais calmos e não goste de tons vivos e enérgicos, pode ir pelo caminho das cores com menos saturação e luminosidade. Já se preferir ambientes mais descontraídos e com cores fortes, opte por cores mais saturadas e iluminadas.

Também é necessário avaliar o tamanho do seu ambiente. Por exemplo, se seu ambiente for pequeno, cores muito vibrantes, como o vermelho, o laranja e o amarelo devem ser evitadas.

Esse artigo não foi o suficiente para te ajudar nas escolhas das cores?
Nós podemos te ajudar, afinal nosso escritório tem especialistas em projetos coloridos e inovadores e com certeza irão te ajudar a resolver esse problema.
Não sabe se vale a pena contratar um arquiteto?! Dá uma olhadinha nesse outro post que temos certeza que você vai mudar de ideia!

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